Plano de Mensuração de Eventos: o que Medir e em que Ordem
TL;DR
Antes de instalar qualquer tag, você precisa saber o que quer medir e o que vale mais: o lead, o clique no WhatsApp ou o play no vídeo. Aqui eu mostro como desenhar a jornada do cliente, montar a hierarquia de eventos, separar orgânico e pago com UTMs e só então implementar no GTM e ler no GA4.
NOTA TÉCNICA: Todas as informações contidas aqui retratam a minha experiência e o meu método de trabalho, você é o total responsável por alterações no seu site ou no site de seus clientes. Nos responsabilizamos exclusivamente em parcerias formalizadas por contratos. Em dúvida, visite o Aviso Legal.
Em +6 anos de trabalho, passando por mais de 26 segmentos e de 40 a 45 consultorias (advocacia, contabilidade, psicologia, escola, ensino profissionalizante, salão de beleza etc.), eu vejo o mesmo cenário se repetir.
A maioria dos clientes e alunos chegam com tag instalada e nenhum plano específico ou bem orientado sobre tracking..
O site existe, a captura de lead existe, e alguém (às vezes o próprio dono) já tentou configurar o Google Tag Manager e o GA4. Mas ninguém decidiu, antes, o que deveria ser medido e o que vale mais.
Quase nunca chega uma estrutura profissional pronta e validada. Quando chega, o meu trabalho passa a ser oferta, leitura de dados e BI (origem, criativo, custo por aquisição), e não tracking do zero.
Logo, o problema quase nunca é a ferramenta.
O próprio Google diz que o GA4 coleta alguns eventos sozinho e que o resto precisa ser configurado. Ou seja: alguém precisa decidir o “resto”. Se você ainda não tem claro o que é coletar e analisar dados de um site, vale passar antes em o que é web analytics.
Um aviso de escopo, antes de começar.
Isto aqui não é tutorial de instalação do GA4 nem do GTM, e não cobre configuração de campanhas. É a minha experiência e o meu método, as plataformas mudam rápido, e cada site (com a sua tecnologia, as suas contas e os seus dados) deve ser tratado como um caso específico. Não nos responsabilizamos por alterações que você fizer no seu site ou no de clientes; os detalhes estão no Aviso Legal.
O plano de mensuração é o primeiro passo de qualquer infraestrutura de tracking que eu monto para cliente. Vem antes de tag, de pixel e de painel.
Então vem comigo..
O Que É um Plano de Mensuração de Eventos?
Um plano de mensuração de eventos é, de forma simplificada, a documentação onde você anota, em ordem de importância, as conversões e as microconversões que espera que o potencial cliente faça no seu site: baixar uma isca digital, fazer um cadastro, chamar no WhatsApp, dar play num vídeo, colocar um produto no carrinho, e por aí vai.
Simplificando ainda mais: é a decisão, por escrito, do que o seu site precisa fazer o visitante fazer, em que ordem e com que importância.
Essa ideia não é invenção minha. Os modelos de plano de mensuração mais conhecidos, como o de Avinash Kaushik, começam pelos objetivos do negócio e separam macro e micro conversões antes de falar de dados. O próprio GA4 parte de objetivos de negócio, como “gerar leads” e “gerar vendas”.
Conversão, Microconversão e Evento
Três palavras que se misturam o tempo todo, e não deveriam:
- Conversão é o resultado que paga a conta: o lead qualificável ou a venda;
- Microconversão é um passo que mostra interesse: o play no vídeo, o clique no WhatsApp (em alguns negócios), a isca digital baixada;
- Evento é o registro técnico de uma ação, isto é, o nome que a ação ganha dentro da ferramenta.
Um exemplo que eu vejo muito em clientes de venda de imóveis, loteamentos, condomínios, corretores e imobiliárias se baseia assim:
O fluxo é anúncio, página e um formulário com vários dados > Esse formulário funciona como um sistema de triagem, um filtro para o comercial > Ali existe UMA conversão principal, isto é, o envio do formulário com o payload de dados para que aquele contato seja qualificado (ou não) e para que o comercial entre em ação.
As microconversões continuam valendo, mas com outra função: elas são eventos que podem ajudar a otimizar a campanha para gerar mais daquela conversão principal.
Pense em uma página de vendas de um infoproduto que tem um vídeo responsável por elevar o nível de consciência do visitante e buscar uma conversão (purchase) direta de um eventual público frio (segmentação)..
Se conseguirmos identificar o tempo de visualização do vídeo (watch time 25, 50%) aplicando um forms base de acesso para capturarmos dados (DataLayer – buscar atribuições de qualidade com hash), podemos colocar a fonte de tráfego para buscar mais pessoas com um perfil de retenção maior.
Se o vídeo de vendas estiver validado, podemos com estratégia, mostrar nossos anúncios para um público com probabilidade maior de conversão, mesmo que frio e sem precisar necessariamente investir mais..
Eu terei a mesma page, mesmo vídeo, mesmos anúncios, mesmo investimento, mesma oferta e checkout, e posso com algumas configurações (tracking e público), vender mais (CRO)!
Faz sentido?
Plano de Mensuração Não É Lista de Tags
O erro mais comum é começar pela ferramenta: abrir o GTM, criar tag para tudo e depois tentar entender o que aqueles números querem dizer.
O plano vem antes. Ele responde a uma pergunta de negócio (“o que eu preciso que o visitante faça?”), e só depois alguém decide como medir aquilo.
Tag sem plano é só código rodando no site.
O GA4 Não É o Seu Plano de Mensuração
Vou separar as três coisas, porque é aqui que a maioria se perde:
- o plano é a decisão (o que medir e o que vale mais);
- o GTM é o meio (onde as tags são gerenciadas);
- o GA4 é o destino dos dados e a ferramenta de leitura, isto é, web analytics.
Uma analogia que eu uso sempre..
O plano é a planta da casa. O GA4 é o painel de energia que mostra quanto cada cômodo consome. Ninguém constrói uma casa olhando para o painel de energia, certo? Primeiro vem a planta; o painel só mostra o que a planta decidiu que existiria.
O GA4 já coleta alguns eventos sozinho, como as visualizações de página e, com a medição otimizada ativa, rolagem, cliques de saída, downloads e vídeo do YouTube. O que é valioso para o SEU negócio, ele não adivinha.
Quem decide isso é o plano que conduz a uma execução profissional.
Desenhe a Jornada e Escolha as Ações que Importam
Antes de pensar em evento, desenhe o caminho: de onde a pessoa chega, o que ela vê, qual é o próximo passo esperado e onde ela pode sair.
Em cada etapa, a pergunta não é “o que dá para medir?”. A pergunta é: qual ação valiosa eu espero que o cliente execute aqui?
Como Achar a Ação Valiosa em Cada Etapa
O critério é simples.
Para cada etapa da jornada, escolha uma ação que mostre avanço no funil (ou nenhuma, se a etapa não pede). O que não mostra avanço fica fora da lista.
Visualização de página, rolagem, clique, cadastro e play em vídeo, que eu já citei em métricas de anúncio e de site, só entram no plano quando representam um passo real do potencial cliente rumo ao próximo passo.
É essa lista curta que segue para a hierarquia.
Jornada num Site de Serviços
Um caso real, de um escritório de engenharia civil que trabalha com recuperação, construção, impermeabilizações e laudos.
O que importava para esse escritório era o volume de contatos interessados em serviços, produtos e laudos chegando no WhatsApp. Logo, a conversão principal foi definida como o clique nos links do site (botão, widget e header) que abrem o WhatsApp Business e iniciam o chat.
Só depois vieram as microconversões, a documentação e o inventário de tecnologia.
A jornada típica de um site de serviços fica mais ou menos assim:
- vídeo no YouTube, anúncio ou busca;
- post ou página de serviço;
- play no vídeo e leitura;
- clique no WhatsApp ou envio do formulário;
- conversa e proposta.
Se você anuncia, essa jornada é o mesmo funil dos anúncios, só que visto pelo lado do site.
Jornada numa Loja Virtual
Na loja, a jornada costuma seguir anúncio ou busca, lista de produtos, página do produto, carrinho, checkout, pagamento e compra.
A lógica do plano é a mesma. O que muda é a implementação, que varia MUITO com a plataforma: WooCommerce, Wix, Tray, Shopify e afins têm recursos e limites diferentes. Por isso, aqui eu fico na jornada e na lista de eventos, com trechos de exemplo; a implementação real depende da sua loja.
Monte a Hierarquia de Importância
Este é o coração do plano. As ações valiosas que você escolheu agora ganham uma ordem de importância, e essa ordem vira prioridade de implementação.
Os Quatro Níveis, do Mais ao Menos Valioso
| Nível | O que é | Key event no GA4? |
|---|---|---|
| 1. Conversão | O resultado que paga a conta: lead qualificável ou venda | Sim |
| 2. Microconversão forte | Intenção explícita de falar ou de comprar | Depende do negócio |
| 3. Microconversão de interesse | Consumo de conteúdo que indica interesse | Não |
| 4. Sinal de navegação | Ajuda a entender o caminho, mas não prova interesse sozinho | Não |
Key event é o nome atual, dentro do GA4, do que antes se chamava conversão. Uma propriedade padrão aceita até 30 deles, o que já é um bom motivo para não marcar tudo.
Para um site de serviços (consultoria, curso, mentoria, escritório), uma lista de partida em ordem de prioridade:
generate_lead: formulário enviado com sucesso. Nível 1. É evento recomendado pelo Google.click_contactcomcontact_method = whatsapp: nível 1 quando o chat é a ação principal do negócio.click_contactcomcontact_method = emailoutelefone: nível 2. É o mesmo evento, com outro valor de parâmetro.generate_leadcomlead_source = isca_digital: nível 2, quando a isca pede cadastro. Sem cadastro, o download éfile_download, nível 3.video_progressa partir de 50% no vídeo da página: nível 3.read_depthem 75% da leitura de um post: nível 3, com o acionador de rolagem do GTM (a rolagem nativa do GA4 só registra 90%).click_internal_link, com escopo fechado: nível 4, só para links do corpo que levam à página de oferta, ao hub do assunto ou ao próximo conteúdo da jornada.page_viewda página de oferta: nível 4, como sinal de navegação. Volto a ele no próximo tópico, porque é um “evento seco”.
Para uma loja, os eventos recomendados do GA4 já dão conta da hierarquia:
| Nível | Evento | Quando |
|---|---|---|
| 1 | purchase | Compra concluída, com transaction_id e items |
| 2 | begin_checkout, add_shipping_info, add_payment_info, add_to_cart | Início do checkout, frete, pagamento e carrinho |
| 3 | view_item, view_cart, add_to_wishlist | Viu o produto, viu o carrinho, salvou na lista de desejos |
| 4 | view_item_list, select_item, remove_from_cart | Viu uma lista, escolheu um item, tirou do carrinho |
O refund fecha o ciclo quando há estorno, e normalmente vem do sistema da loja, não do navegador.
O Que Vale Mais Para o Seu Negócio?
A hierarquia é decisão de negócio, não de ferramenta.
O mesmo clique no WhatsApp pode ser conversão num negócio e microconversão em outro. Num escritório de serviços ou num profissional autônomo, em que o chat é a ação principal, ele é nível 1. Numa loja virtual que vende pelo checkout, em que existe o purchase, ele cai para nível 2.
O mesmo vale para a isca digital.
Em 2025, numa empresa de intercâmbio e viagens estudantis para os EUA, tivemos uma elevação de 15% a 25% na taxa de conversão. Mas atenção ao contexto: a conversão era a captura de uma isca digital, por um formulário elaborado, e não a compra direta do pacote. O comercial entrava em contato com os pais e os alunos depois.
Essa faixa é alta quando comparada a e-commerce ou a WhatsApp de serviços, justamente porque é captura de lead. E, nesse tipo de conversão, pequenos ajustes de copy, de ordem das seções, de capa, de anúncio e de velocidade no celular pesam bastante.
Para aquele negócio, a isca era a conversão que alimentava o comercial. Em outro, seria só uma microconversão.
O Que NÃO Fazer: Medir Tudo e Qualquer Coisa
Não gaste recurso nem tecnologia para mensurar tudo e qualquer coisa.
Meça só o que faz sentido diante da ação valiosa que você espera do cliente. Todo evento a mais custa implementação, manutenção e atenção na hora de ler o relatório.. e não muda decisão nenhuma.
Imagina que o seu site tem uma página de captura com o vídeo de um especialista que vende mentoria. Ali, medir quanto do vídeo a pessoa assistiu é valioso, porque assistir é uma etapa do funil: quem chega perto do fim do vídeo está muito mais perto de comprar do que quem saiu nos primeiros segundos.
Exatamente como eu disse antes, no cenário do infoproduto.
Agora.. medir todo e qualquer clique dessa mesma pessoa na página? Não faz sentido. Gasta recurso, polui o relatório e não ajuda você a vender mais.
Nota complementar: excesso de tags e gambiarras com JavaScript via GTM podem deixar páginas lentas e problemáticas. Por isso focamos no que é necessário, com uma instalação validada, limpa e organizada.
Na parte técnica, a medição otimizada do GA4 já registra video_start, video_progress (em 10%, 25%, 50% e 75% da duração) e video_complete, mas só em vídeo do YouTube embutido com a API JavaScript ativa, isto é, com enablejsapi=1 na URL do player. Se o funil pede outros marcos (por exemplo, o momento em que a oferta aparece no vídeo), o acionador de vídeo do YouTube no GTM aceita porcentagens e tempos escolhidos por você.
Uma recomendação minha, que não é regra da documentação: use um caminho só para o mesmo vídeo. Se o GTM vai medir os marcos, desligue os eventos de vídeo da medição otimizada ou dê outro nome ao evento do GTM, para não contar o mesmo play duas vezes.
E aqui entra um conceito que eu uso com clientes: o evento seco.
Evento seco é aquele que o GA4 coleta sozinho, como o page_view. Ele é uma métrica observada: mostra que a página foi vista e ajuda a entender o caminho. Mas quase nunca serve para atribuir resultado às fontes de tráfego pago, e por isso fica fora do plano como conversão.
Ver a página de oferta não é contratar.
Outras coisas que eu não faço, e recomendo que você também não faça:
- mandar dado pessoal em parâmetro (nome, e-mail, telefone), porque o Google proíbe dado pessoal identificável no GA4, e isso também é assunto de LGPD (temos técnicas de criptografia de dados para estes casos, muitas delas prontas);
- contar o mesmo resultado duas vezes, como marcar
form_submit(que dispara no envio, sem confirmar sucesso) egenerate_leadcomo key events ao mesmo tempo; - usar ID único ou carimbo de hora como dimensão personalizada (alta cardinalidade, isto é, valores demais para o relatório agrupar);
- marcar evento de nível 3 ou 4 como key event “para o número ficar bonito”;
- medir qualquer clique sem pergunta de negócio por trás.
Documente Cada Evento numa Ficha
Cada ação da hierarquia vira uma ficha. A ficha é a documentação técnica do plano: ela diz o que é o evento, onde ele mora na jornada, como dispara e por quais canais vai ser lido.
O Que Vai em Cada Ficha
O modelo que eu uso, em lista, porque lê bem no celular:
#### Evento: nome_do_evento
- Etapa da jornada: onde esta ação acontece no caminho esperado
- Posição na hierarquia: nível 1, 2, 3 ou 4, e a prioridade de implementação
- Ação do usuário: o que a pessoa faz, em português claro
- Gatilho técnico: clique, página, retorno do formulário ou push no dataLayer
- Parâmetros: nome, tipo, exemplo de valor e se vira dimensão personalizada
- Key event? sim ou não, e por quê
- Canais em que é lido: orgânico, pago, social, e-mail, YouTube
- Onde dispara: GTM web, GTM server-side, gtag.js ou servidor
- Destinos: GA4 e, se houver, plataformas de anúncio
- Objetivo de negócio: o que o evento prova para o caixa
- Como validar: o que conferir no preview do GTM e no DebugView
- Dono e status: quem implementa, quem lê; planejado, implementado, validado ou revisar, com a data
Um exemplo preenchido, para um site de serviços em que o chat é a ação principal:
- Evento:
click_contact(WhatsApp); - Etapa da jornada: depois da leitura do post ou da página de serviço, quando a pessoa decide falar;
- Posição na hierarquia: nível 1, prioridade 1;
- Gatilho técnico: clique em link
wa.me, com o acionador de clique “Apenas links” do GTM (ele só enxerga o elemento<a>; se o widget for script, o gatilho muda); - Parâmetros:
contact_method(whatsapp) econtact_position(widget,header,corpo), nunca telefone, nome ou e-mail da pessoa; - Key event? sim, é intenção explícita de contato;
- Canais em que é lido: todos, separados por grupo de canais e por origem e mídia;
- Como validar: preview do GTM, clique no botão e conferência no DebugView do evento com
contact_method = whatsapp.
Os nomes seguem o padrão dos eventos recomendados do Google: inglês, minúsculas e snake_case. Pelas regras do GA4, o nome começa com letra, usa só letras, números e sublinhado, diferencia maiúsculas e tem até 40 caracteres; nomes reservados, como click, scroll e page_view, não podem ser usados em eventos seus.
Mesma Conversão, Canais Diferentes
O campo “Canais em que é lido” é o que transforma o plano em base para o orgânico e para o pago ao mesmo tempo.
A ficha diz o que é a conversão. A origem e a mídia dizem de onde ela veio.
Com isso, o mesmo generate_lead aparece separado em orgânico, pago, social, e-mail e YouTube, lado a lado.
Isso pode ajudar a responder questões fundamentais que TODO DONO DE NEGÓCIO precisaria responder (ao menos os que usam captação digital):
Quanto está custando um lead (CPA – Cost Per Action) em cada canal de aquisição (YouTube, Instagram, Google Search, etc.)?
Quanto está custando para fechar uma venda (CAC – Custo de Aquisição de Cliente) em cada canal de mídia?
Qual plataforma apresenta maior eficiência? Se eu tivesse mais R$ 1.000,00 pra investir, onde eu colocaria esse dinheiro?
Neste cenário, precisamos compreender um pouco mais sobre UTM (Urchin Tracking Module)..
Regras e Parâmetros UTM Para o Nosso Caso
UTM é o conjunto de parâmetros que você coloca no fim do link de campanha para dizer ao GA4 de onde veio a visita (se quiser entender como isso funciona na URL, veja parâmetros na query string da URL).
As regras que eu sigo, alinhadas às boas práticas do Google:
- sempre
utm_source,utm_mediumeutm_campaign; - um valor único de
utm_sourcepor plataforma e um valor único deutm_mediumpor canal; - tudo em minúsculas, porque “Instagram” e “instagram” viram duas linhas diferentes no relatório;
- nome da campanha igual ao da plataforma de anúncio.
O padrão básico, montado sobre as regras de canal do GA4:
| Canal no GA4 | Regra resumida | Exemplo de UTM |
|---|---|---|
| Paid Social | Origem é rede social e a mídia começa com paid (ou é cpc, ppc, retargeting) | utm_source=instagram&utm_medium=paid_social |
| Organic Social | Origem é rede social, ou mídia social | utm_source=linkedin&utm_medium=social |
Origem ou mídia é email | utm_source=newsletter&utm_medium=email | |
| Organic Search | Origem é buscador | Sem UTM: o GA4 reconhece o buscador |
E por que isso importa tanto?
Porque eu vejo hoje uma onda de empresas sem orçamento para tracking (ou que não entendem o valor dele) e de profissionais fracos seguindo tutoriais desatualizados do YouTube.
O resultado é infraestrutura bagunçada ou quebrada, e a mesma conversão aparecendo com um número no GA4 e outro na plataforma de anúncio.
UTM sem regra é um dos primeiros culpados.
Só Agora: Quais Tecnologias o Site Usa?
Repare na ordem: só agora, com o plano pronto, a gente fala de tecnologia.
E este tópico tem MUITO peso. É a partir dessa definição de tecnologias que se decide a parte técnica, ou seja, se a sua equipe atual consegue executar a implementação ou se você vai precisar contratar alguém.
O plano diz o que medir. O inventário diz o que a implementação exige e quem faz.
O Inventário, Item por Item
- CMS e tema: WordPress, plataforma fechada, tema próprio ou comprado. Define se dá para mexer no código e publicar o dataLayer;
- construtor de páginas e plugins: o que já injeta script ou tag no site, porque existem plugins que quebram o dataLayer e as tags de conversão;
- formulários: se avisam o sucesso por página de obrigado, por retorno de script ou de nenhuma forma. Isso decide o gatilho do
generate_lead; - chat e WhatsApp: link simples ou script de terceiro;
- vídeo: player do YouTube com ou sem a API JavaScript ativa;
- loja e checkout: no mesmo domínio ou em plataforma externa;
- consentimento: banner e Consent Mode resolvidos ou não;
- acessos: quem é dono e quem administra CMS, GTM, GA4 e contas de anúncio.
Trocar de tecnologia muda tudo isso. Nós passamos por uma migração do Elementor para o ASC Theme no nosso próprio site, e o inventário foi parte do trabalho.
Formulário, funil, checkout ou gateway de terceiros merecem um tópico próprio, logo abaixo.
Sua Equipe Executa ou Você Precisa Contratar?
Critérios práticos, em forma de pergunta:
| Critério | A equipe tende a executar se.. | Tende a precisar contratar se.. |
|---|---|---|
| Tipo de evento | As fichas usam medição otimizada e cliques simples no GTM | Há push no dataLayer pelo código, e-commerce com items ou funil vindo do CRM |
| Acesso à tecnologia | Alguém da equipe mexe no CMS, no tema e no GTM com segurança | A plataforma é fechada ou só o fornecedor mexe no código |
| Checkout e domínios | Tudo acontece no mesmo domínio | O checkout é externo ou há mais de um domínio na jornada |
| Validação | Alguém sabe usar o preview do GTM e o DebugView | Ninguém consegue dizer se o evento disparou certo |
| Infraestrutura | Basta o GTM web | O plano pede server-side ou integração entre sistemas |
O pior problema de implementação que eu encontro ao chegar num cliente é a infraestrutura mal feita por vários freelancers, estagiários ou uma agência sem equipe técnica.
Cada um deixou um pedaço, sem padrão nenhum.. e, quase sempre, a solução é refazer do zero.
O outro caso é quando a própria plataforma limita o dataLayer. O Wix é um exemplo que eu já vivi, por limitações da tecnologia de construção do site.
Se a resposta foi contratar, existem três cenários bem diferentes:
- Do zero: não existe tracking confiável, e o trabalho começa pelo plano;
- Já tem a medição web e precisa de server-side: o básico funciona, mas o negócio pede mais controle sobre os dados e o envio para as plataformas de anúncio;
- Já tem server-side feito por outro profissional: o trabalho é inspecionar o que existe e corrigir.
Para quem vai contratar, vale ler também o que as contas de GA4 e GTM devem ser da empresa, e não de quem presta o serviço. Quando a implementação vira projeto de tecnologia e integração entre sistemas, é o tipo de trabalho que eu faço em Tecnologia Aplicada.
Ficou em dúvida sobre em qual cenário você está? Clique no botão de atendimento do WhatsApp que está em algum lugar desta tela, e teremos prazer em te ouvir.
E, se a resposta foi contratar, mais abaixo eu listo o que você deve receber.
Quando a Conversão Acontece Fora do Seu Site
Você fez o plano, montou a hierarquia e documentou as fichas. Aí, no inventário, aparece o detalhe que muda a implementação: o formulário é da GoHighLevel, o checkout é da Hotmart, o pagamento passa pelo PayPal ou pelo PagSeguro.
A conversão mais importante do plano acontece dentro de uma tecnologia que não é sua.
Essas plataformas terceiras têm que dar condição de trabalhar o dataLayer, ou o equivalente dele (pixel ou GTM nas páginas delas, postback ou webhook, API de conversões), para você gerenciar esses dados e enviá-los de volta, por exemplo, às fontes de tráfego pago.
Isso não entra na parte orgânica. Mas, quando você lida com tráfego pago, esse processamento tem que existir.
Uma ressalva importante: para ler a receita do orgânico no GA4, a venda também precisa voltar, pela medição de vários domínios ou por envio do servidor. A obrigação de mandar o dado de volta para as plataformas de anúncio é do pago.
Existem três caminhos de volta:
| Caminho | Como funciona | O que cuidar |
|---|---|---|
| Navegador | O seu GTM ou o seu pixel roda nas páginas da plataforma | Depende de cookie e de consentimento; em outro domínio, sem medição de vários domínios, o GA4 conta a mesma pessoa como dois usuários |
| Integração nativa | A própria plataforma manda o evento para Meta, Google Ads ou GA4 | Você não escolhe o nome do evento nem todos os parâmetros |
| Servidor (webhook) | A plataforma avisa uma URL sua a cada mudança de status | Alguém precisa receber, validar e repassar o dado |
Webhook e API de conversões são integrações entre sistemas; se o termo é novo para você, comece por o que é uma API.
O Que Exigir da Plataforma Antes de Contratar
Cinco perguntas, que valem para qualquer plataforma terceira:
- Posso instalar o meu GTM ou o meu pixel nas páginas dela, inclusive na página de obrigado?
- Ela avisa um servidor meu (webhook, postback, notificação) a cada mudança de status, com status diferentes para “gerado” e “pago”?
- Ela tem integração com a API de conversões das plataformas de anúncio, e como evita contar a mesma conversão duas vezes quando o pixel do navegador também dispara?
- Ela guarda a origem da pessoa (UTM,
gclid,fbclid) e devolve essa origem no webhook ou na integração? - Ela separa pagamento imediato (cartão) de pagamento que depende de compensação (boleto, PIX)?
Se a resposta for “não” para quase tudo, a plataforma é uma caixa-preta para o seu tráfego pago. E isso entra na decisão de contratar a plataforma, não depois de a campanha estar no ar.
Integração nativa, resolvida no painel, tende a ficar com a equipe. Webhook e servidor caem no critério de infraestrutura do tópico anterior.
Captura de Lead em Plataforma de Terceiros
Pense num site que capta o lead por um formulário, um funil ou um calendário da GoHighLevel, hospedado nela ou incorporado no site.
- Funil ou site hospedado na GoHighLevel: a plataforma aceita código no head e no body do funil ou do site inteiro, e também por página. O código é injetado no navegador e, segundo a própria GoHighLevel, funciona com o GTM. Cuidado prático: ao copiar uma página, o código colocado só nela não vai junto;
- formulário incorporado no site: o código de incorporação é um script da GoHighLevel. Se ele renderizar o formulário dentro de um iframe, o acionador de formulário do GTM no seu site não enxerga o envio, e o sucesso precisa vir de outro lugar (página de obrigado, aviso do próprio formulário ou servidor);
- por dentro da plataforma: o workflow com o gatilho de formulário enviado pode mandar um webhook; a ação “Add to Google Ads” envia a conversão como conversão off-line, desde que o contato tenha
GCLID,GBRAIDouWBRAID; e a ação de API de Conversões da Meta deduplica com o navegador por umeventIdgerado nos funis.
No plano, nada muda de nome. É o mesmo generate_lead, com lead_source = formulario_ghl. Muda o campo “Onde dispara” da ficha.
E existe um ganho que o pixel do site não dá: o lead que vira cliente semanas depois, numa mudança de etapa do pipeline, pode voltar para a Meta como evento de lead e, por um workflow, para o Google Ads como conversão off-line.
Essa é a conversão real, e só a plataforma terceira sabe que ela aconteceu.
Checkout, Boleto e PIX em Gateways de Pagamento
Boleto gerado e PIX gerado NÃO são venda paga.
A compensação acontece depois, ou não acontece. Se o purchase dispara na geração, a plataforma de anúncio recebe uma venda que não existiu e passa a otimizar a campanha para quem gera boleto e não paga.
A própria Hotmart descreve esse efeito na documentação do pixel dela.
Eu já vi esse cenário de boleto e PIX gerado na prática, num cliente da área de concursos públicos.
Por isso, no plano, cada momento ganha o seu evento:
| Evento | Quando dispara | Nível |
|---|---|---|
begin_checkout | A pessoa entra no checkout | 2 |
add_payment_info com payment_type | A pessoa envia os dados de pagamento | 2 |
payment_generated com payment_type (boleto ou pix) | Boleto emitido ou PIX gerado, ainda sem pagamento | 2, nunca key event de venda |
purchase com transaction_id, value e currency | Pagamento confirmado | 1 |
O payment_generated é um evento personalizado (o GA4 não tem evento recomendado para isso). Num site próprio, o push ficaria assim:
window.dataLayer = window.dataLayer || [];
window.dataLayer.push({
event: 'payment_generated',
payment_type: 'pix', // ou 'boleto'
value: 0, // valor do pedido
currency: 'BRL'
});
E o que cada plataforma oferece, pelo que a documentação delas confirma hoje:
- Hotmart: o Pixel de Rastreamento é configurado por produto, com envio pelo navegador, pela API de Conversões ou pelos dois. A integração com o GA4 envia
page_view,begin_checkoutepurchase. Nas opções avançadas, dá para diferenciar pagamento imediato de não imediato, e aí a compra só é enviada para o pagamento imediato. O webhook avisa compra aprovada, boleto impresso, reembolso e outros status, e devolve a origem da venda; - PayPal: a volta para o site é configurada no pedido, mas a confirmação que vale é o webhook (
PAYMENT.CAPTURE.COMPLETEDpara captura concluída,PAYMENT.CAPTURE.PENDINGpara pendente). O IPN é o mecanismo antigo, substituído pelos webhooks na API atual. Leitura minha: dispararpurchasesó porque a pessoa voltou à página de obrigado é frágil, porque ela pode fechar a aba antes; - PagSeguro (hoje PagBank): o checkout tem URL de redirecionamento depois do pagamento, e as notificações chegam por webhook, com status como
PAID(pago) eWAITING(aguardando pagamento).
No meu próprio site, hoje, o checkout sai para a Hotmart (e isso vai mudar em breve). Eu tenho o plano de mensuração do site documentado, mas ele fica comigo; aqui eu mostro o método, não o plano.
E se o checkout está em outro domínio? Se dá para instalar a mesma tag do GA4 lá, a medição de vários domínios mantém um usuário e uma sessão.
Se a pessoa volta do processador de pagamento para o site, a lista de referências indesejadas evita que o domínio do processador vire a origem da venda.
Se não dá para instalar nada, sobra o caminho do servidor.
Implementação: dataLayer e Google Tag Manager
Com plano, inventário e integrações definidos, aí sim a gente implementa.
O dataLayer é o contrato entre o site e as tags. O GTM é a recomendação usual para gerenciar tudo num lugar só.
O dataLayer na Prática
O lead enviado com sucesso, com valor (quando existir valor transacional), seria mais ou menos assim:
window.dataLayer = window.dataLayer || [];
window.dataLayer.push({
event: 'generate_lead',
lead_source: 'formulario_contato',
value: 0, // valor do lead, quando houver
currency: 'BRL'
});
O currency é obrigatório sempre que você manda value; sem ele, o GA4 não calcula a receita direito.
Na loja, o produto adicionado ao carrinho segue o padrão do Google: limpar o objeto ecommerce anterior e depois enviar o evento.
window.dataLayer.push({ ecommerce: null });
window.dataLayer.push({
event: 'add_to_cart',
ecommerce: {
currency: 'BRL',
value: 0,
items: [{ item_id: 'SKU', item_name: 'Nome do produto', price: 0, quantity: 1 }]
}
});
Os valores acima são marcadores de exemplo (obviamente).
No GTM, cada push é lido por um acionador de evento personalizado com o mesmo nome, e os parâmetros seguem para a tag do GA4 por variáveis da camada de dados.
Um Evento, Vários Destinos
O mesmo evento do dataLayer pode alimentar o GA4 e as plataformas de anúncio pelo mesmo container. É aqui que entra o server-side tagging, de forma breve.
No GTM server-side, o container não roda no navegador da pessoa.
Ele roda num servidor que você controla, e só você acessa os dados ali até decidir para onde eles vão.
O Google recomenda colocar esse servidor num domínio seu antes de ir para produção, geralmente na forma de um subdomain (server.seusite.com.br).
Por que alguém faria isso?
Mais controle sobre o que sai para cada plataforma, menos dependência do que roda no navegador e um caminho para mandar eventos de servidor para servidor, como pela API de Conversões da Meta.
Quando o pixel do navegador e a API mandam o mesmo evento, a Meta precisa saber que é um evento só. Para isso, os dois levam o mesmo nome e o mesmo ID:
// navegador: o pixel registra a compra com um ID
fbq('track', 'Purchase', { value: 0, currency: 'BRL' }, { eventID: 'pedido-123' });
{ "data": [{ "event_name": "Purchase", "event_id": "pedido-123", "action_source": "website" }] }
O segundo trecho é a parte do corpo que o servidor manda para a API de Conversões.
Não vou além disso aqui, porque server-side merece conteúdo próprio. Assim que disponível, voltarei aqui para atualizar você.
Validação no Preview do GTM e no DebugView
Roteiro curto, pela ajuda oficial do GA4:
- Ative o modo de depuração pelo Tag Assistant ou pelo preview do GTM;
- Abra o DebugView no GA4 e dispare cada ação da ficha;
- Confira o nome do evento e os parâmetros contra a ficha;
- Lembre que, com consentimento de analytics negado, o evento não aparece no DebugView;
- Key event leva até 24 horas para aparecer nos relatórios padrão; dimensão personalizada, de 24 a 48 horas.
| Onde | O que conferir | Não fazer |
|---|---|---|
| Plano | Toda ação tem nível, etapa da jornada e dono | Implementar evento que não está no plano |
| UTMs | utm_source, utm_medium e utm_campaign em minúsculas | Misturar “Instagram” e “instagram” |
| GTM | Um acionador por ficha, com o nome igual ao do plano | Duplicar evento que a medição otimizada já coleta |
| DebugView | Evento e parâmetros batendo com a ficha | Validar só no computador, sem testar no celular |
| GA4 | Só nível 1 (e, se decidido, nível 2) como key event | Marcar tudo como key event |
Lendo os Dados no GA4
Só no fim, o GA4. E com a função certa: ler.
Ele recebe os eventos, conta os key events e mostra de onde veio o tráfego, pelo grupo de canais e pela origem e mídia das suas UTMs.
A sessão engajada (mais de 10 segundos, ou um key event, ou duas ou mais páginas) é uma boa métrica de base para comparar canais.
Um detalhe de nomenclatura que confunde muita gente: dentro do GA4, o nome é key event. “Conversão”, no GA4 atual, é o que vai para o Google Ads, que é o lado do tráfego pago.
Se o GA4 mostra um número e a plataforma de anúncio mostra outro, volte ao plano antes de culpar a ferramenta: ficha, UTM e duplicidade costumam explicar boa parte da diferença.
Nota técnica: janelas de atribuição, modelos de marcação de conversão, detalhes técnicos de atualização de banco de dados (entre muitos outros) podem sim gerar taxas de variação entre plataformas. Minha recomendação é sempre ir de encontro com o CRM, com o gateway de pagamento. Em casos de divergência faça a análise técnica, revise a infraestrutura, mas fique atento no que mais importa: vendas e custo por venda (margens).
E um alerta para quem cuida do orgânico:
Atendi um serviço de clínica (psicólogos) no estado de São Paulo com dados lindos no Search Console (exibições, cliques e CTR), mas pouca ação valiosa: poucos agendamentos pelo Doctoralia e poucos contatos pelo WhatsApp.
Isto é, o SEO pode aparentar bons resultados, pode indicar métricas inchadas ou de vaidade, mas não compete com mensuração real de um negócio real.
É preciso ter um plano de mensuração de eventos, mesmo se você não estiver investindo em tráfego pago.
A obsessão por exibição, clique e CTR do Search Console é sinal de que o SEO não foi projetado em função do negócio.
Agora vamos analisar alguns detalhes sobre a contratação destes serviços: o que você deve cobrar?
Contratou Alguém Para Medir? Saiba o Que Você Deve Receber
Contratou alguém para montar o seu plano de mensuração e executar o tracking? Ótimo.
Mas o trabalho não é só “as tags estão funcionando”. Você precisa receber a documentação, porque é ela que permite trocar de profissional, treinar a equipe e saber o que está sendo medido daqui a um ano (ou na semana que vem).
Ter isto em mãos acelera acessos, resolução de problemas, etc.
O checklist abaixo é o que eu entrego e o que eu cobraria no seu lugar:
- O plano escrito: a jornada esperada, as ações valiosas de cada etapa e a hierarquia de importância.
- As fichas de cada evento: etapa da jornada, posição na hierarquia, gatilho, parâmetros, se é key event e como validar.
- O padrão de nomes e de UTMs: nomes de eventos dentro das regras do GA4 e as regras de
utm_source,utm_mediumeutm_campaignda empresa. - O inventário de tecnologias: o que o site usa e o que cada item mudou na implementação.
- O mapa das integrações com plataformas de terceiros, se houver: qual plataforma, por qual caminho cada conversão volta, para quais destinos e com qual regra para não contar duas vezes.
- A especificação do dataLayer: cada push, com o nome do evento, os parâmetros e o momento em que dispara.
- O mapa do container do GTM: tags, acionadores e variáveis ligados às fichas, com a exportação do container em JSON.
- A evidência de validação: prints ou gravação do preview do GTM e do DebugView com cada evento.
- A lista dos key events configurados: quais são e por quê.
- As dimensões personalizadas registradas: sem registro, o parâmetro não aparece nos relatórios.
- As contas no nome da empresa: GA4, GTM, Search Console e contas de anúncio da empresa, com o contratado como usuário convidado.
- O histórico de mudanças: as versões publicadas do container, com nome e descrição, e o registro do que mudou no plano.
Você pode inclusive, voltar ao topo deste conteúdo e baixar o arquivo markdown completo (gratuitamente, sem precisar cadastrar) para alimentar a base de dados do seu agente de inteligência artificial.
Bom proveito!
Concluindo..
Bom, espero que você tenha percebido que o plano de mensuração não é burocracia: é a decisão do que o seu site precisa fazer o visitante fazer, em que ordem e com que importância.
Vimos a definição, a diferença entre conversão, microconversão e evento, a jornada, a hierarquia, o que não medir, as fichas, as UTMs, o inventário de tecnologias, as plataformas de terceiros, a implementação e, por último, a leitura no GA4.
Você talvez esteja pensando: “mas Felipe, é muito papel antes de ver dado..”
E é mesmo. Só que é esse papel que evita refazer tudo do zero daqui a seis meses, quando o tracking estiver bagunçado e a mesma conversão aparecer com dois números diferentes.
Jogar um jogo profissional dá trabalho!
Pense sempre no médio e longo prazo.. O plano é o que faz os dados continuarem fazendo sentido quando a campanha muda, o site muda ou o fornecedor muda.
Na prática, este é o primeiro documento que eu monto com o cliente em Tráfego e Dados.
Ainda tem alguma dúvida? Conte seu contexto e vamos entender qual caminho faz sentido para o seu momento. Vai ser um prazer falar contigo.
Forte abraço!
Perguntas frequentes
Qual a Diferença Entre Conversão e Microconversão?
Conversão é o resultado que paga a conta, como o lead ou a venda. Microconversão é um passo que mostra interesse, como o play no vídeo ou a isca baixada.
Preciso do GA4 Para Ter um Plano de Mensuração?
Não. O plano é um documento de decisão e vem antes de qualquer ferramenta; o GA4 é onde você lê os dados depois.
O Clique no WhatsApp é Conversão ou Microconversão?
Depende do negócio. Em serviços ou para autônomos, em que o chat é a ação principal, é conversão; numa loja que vende pelo checkout, é microconversão.
Boleto ou PIX Gerado Conta Como Venda?
Não. Venda é o pagamento confirmado; boleto e PIX gerados entram como evento próprio, para não inflar as conversões enviadas às plataformas de anúncio.
Preciso de GTM Para Implementar o Plano?
Não é obrigatório, mas é a forma mais comum de gerenciar as tags num lugar só. O plano continua valendo com qualquer forma de implementação.
Referências
Avinash Kaushik, Digital Marketing and Measurement Model: o modelo de plano de mensuração que parte dos objetivos do negócio.
Ajuda do Google Analytics, objetivos de negócio: como o GA4 organiza relatórios a partir de objetivos como gerar leads e gerar vendas.
Ajuda do Google Analytics, eventos de medição otimizada: o que o GA4 coleta sozinho, inclusive rolagem, cliques de saída, downloads e vídeo.
Ajuda do Google Analytics, eventos recomendados: eventos recomendados, inclusive os de geração de leads.
Google for Developers, referência de eventos do GA4: parâmetros de generate_lead e dos eventos de e-commerce, de view_item_list a refund.
Ajuda do Google Analytics, sobre key events: o que é key event no GA4.
Ajuda do Google Analytics, marcar eventos como key events: limite de key events por propriedade e prazo para aparecer nos relatórios.
Ajuda do Google Analytics, conversões e key events: a diferença entre key event no GA4 e conversão no Google Ads.
Ajuda do Google Analytics, regras de nomes de eventos: formato dos nomes, limite de caracteres e nomes reservados.
Ajuda do Google Analytics, limites de coleta de eventos: limites de eventos e de parâmetros.
Ajuda do Google Analytics, dimensões e métricas personalizadas: registro de parâmetros e cuidado com alta cardinalidade.
Google for Developers, parâmetros de eventos: como enviar parâmetros, inclusive value e currency.
Ajuda do Google Analytics, grupo de canais padrão: as regras de cada canal, como Paid Social, Organic Social e Email.
Ajuda do Google Analytics, URL builders e parâmetros UTM: parâmetros UTM e boas práticas de nomenclatura.
Ajuda do Google Analytics, taxa de engajamento e sessão engajada: a definição de sessão engajada.
Ajuda do Google Analytics, DebugView: como validar eventos em tempo real no modo de depuração.
Google for Developers, camada de dados: como o dataLayer passa informações do site para o Google Tag Manager.
Google for Developers, e-commerce com o Google Tag Manager: limpar o objeto ecommerce e enviar add_to_cart pelo dataLayer.
Ajuda do Tag Manager, acionador de profundidade de rolagem: porcentagens de rolagem escolhidas por você.
Ajuda do Tag Manager, acionador de clique: a diferença entre todos os elementos e apenas links.
Ajuda do Tag Manager, acionador de vídeo do YouTube: marcos de porcentagem e de tempo nos vídeos embutidos.
YouTube para desenvolvedores, parâmetros do player: o parâmetro enablejsapi.
Google for Developers, introdução ao server-side tagging: o que é o container de servidor e a recomendação de domínio próprio.
Ajuda do Tag Manager, publicação e versões: versões do container com nome e descrição.
Ajuda do Tag Manager, exportar e importar containers: exportação do container em JSON.
Ajuda do Google Analytics, medição de vários domínios: como manter um usuário e uma sessão entre domínios.
Ajuda do Google Analytics, referências indesejadas: como evitar que o processador de pagamento vire a origem da venda.
Google for Developers, Measurement Protocol do GA4: envio de eventos pelo servidor, como complemento da tag.
Ajuda do Google Ads, conversões otimizadas para leads: como o lead que vira cliente volta para o Google Ads.
Ajuda do Google Ads, importação de conversões off-line: conversões off-line a partir de GCLID.
Meta for Developers, uso da API de Conversões: os campos event_name, event_id e action_source.
Meta for Developers, deduplicação entre pixel e servidor: como o mesmo evento do navegador e do servidor é contado uma vez.
Central de ajuda da GoHighLevel, código de rastreamento: código no head e no body do site, do funil ou da página.
Central de ajuda da GoHighLevel, perguntas frequentes de funis e sites: códigos injetados no navegador e compatíveis com o GTM.
Central de ajuda da GoHighLevel, formulários em sites externos: o código de incorporação do formulário.
Central de ajuda da GoHighLevel, ação de workflow Webhook: envio dos dados do contato e do gatilho para uma URL.
Central de ajuda da GoHighLevel, ação Add to Google Ads: conversão off-line com GCLID, GBRAID ou WBRAID.
Central de ajuda da GoHighLevel, API de Conversões da Meta em workflows: gatilhos e deduplicação por eventId.
Central de ajuda da Hotmart, Pixel de Rastreamento: configuração por produto, com envio pelo navegador, pela API de Conversões ou pelos dois.
Central de ajuda da Hotmart, opções avançadas do pixel: pagamento imediato e não imediato.
Central de ajuda da Hotmart, GA4 na Hotmart: os eventos page_view, begin_checkout e purchase.
Hotmart Developers, webhook de compras: eventos de compra aprovada, boleto impresso e origem da venda.
PayPal Developer, nomes dos eventos de webhook: PAYMENT.CAPTURE.COMPLETED e PAYMENT.CAPTURE.PENDING.
PayPal Developer, migração da Payments API v1 para v2: IPN substituído por webhooks.
PagBank Developers, webhooks do Checkout PagBank: status como PAID e WAITING.
PagBank Developers, criar checkout: URL de redirecionamento depois do pagamento.
E a experiência do autor, em cerca de 6 anos de consultorias de tráfego e dados.